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formas de artesanato

Na Doçaria Algarvia a amêndoa é a rainha, quando se pensa nos sabores que caracterizam a região, não fosse o Doce Fino um verdadeiro cartão-de-visita, quer pelo seu sabor quer pela originalidade da sua apresentação, verdadeiras obras de arte, criadas pelas doceiras que com mestria lhes dão as mais variadas formas, se bem que tradicionalmente os formatos mais utilizados eram os peixes e as cestas de flores resultando numa apresentação variada e colorida com um sabor único do massa pão com fios de ovos no seu interior.

Outro dos sabores que definem a região é sem dúvida o figo, (figo com amêndoa, amêndoa com figo) que na maioria das vezes é aliado à amêndoa como no caso do Queijo de Figo também ele doce típico da região.

Quando se fala no algarve e na doçaria da região não podemos esquecer o fruto que deu o nome ao território a laranja com a qual as doceiras fazem as magnificas tortas de laranja.

Há um ingrediente que tem só por si uma designação bastante peculiar conhecido como o chocolate do Algarve a Alfarroba é muito usado pelas doceiras na confeção de tortas, hoje em dia podemos encontrar este ingrediente adicionado a outros doces como por exemplo o folar algarvio.

São inúmeros os doces que afamam a região e que demonstram a riqueza da doçaria regional algarvia, é quase uma injustiça não os referir a todos, mas há um doce que embora hoje em dia apareça um pouco por todo o Algarve é originário da cidade de Lagos, uma autêntica perdição feito com fios de ovos.

Duas das atividades artesanais mais representativas do Algarve são a empreita, um entrançado de palma fina enrolado nos mais diversos feitios, tradicionalmente feminino, e a cestaria, técnica de entretecer a cana e o vime, efetuado quase exclusivamente, por homens.

A empreita, assim chamada por em tempos ter sido paga de acordo com a quantidade produzida ao dia, é característica da zona do barrocal, onde a palma, uma espécie de palmeira anã, cresce no mato. Loulé é o concelho por excelência deste trabalho artesanal, feito em forma de capachos, tapetes, abanos, alcofas e chapéus.

Mais típica das zonas ribeirinhas da Serra de Monchique e do Vale do Guadiana, onde a cana cresce livremente, na cestaria fabricam-se objetos utilitários, como cestos para os ovos, esteiras para secar os frutos ou cóvos para a pesca.

Os cestos ganham características específicas consoante a região. Os de Monchique são originais pelo feitio e pela cor. Já no caso de Vila Real de Santo António, são redondos e com tampa. Em Odeleite, feitos de vime ou de cana, têm um cariz muito utilitário, servindo para guardar a fruta e para a pesca no rio.

A bijuteria é o ramo da ourivesaria ou joalharia que trabalha essencialmente ligas metálicas semelhantes a ouro ou prata, assim como com pedras semipreciosas, vidro, plástico, miçangas etc. de modo a criar objetos semelhantes a joias e peças de fantasias. Tendo sido iniciada basicamente com imitações de joias, a bijuteria se desenvolveu numa série de adereços infindável em que a imaginação é o limite. As peças de bijuteria são muitas vezes autênticas obras de arte que marcam a diferença pela sua originalidade.

A olaria é uma das mais antigas áreas do artesanato, tendo um uma história que se funde com a história da própria Humanidade. Ao longo dos séculos os recipientes e barro foram os únicos ao dispor para o armazenamento de alimentos. A grande disponibilidade de matéria-prima e facilidade de manipulação e transformação da mesma aliada ás características da matéria prima fazem com que ainda nos dias que correm os recipientes em varro sejam desejados e procurados.

O que distingue a olaria algarvia da restante, uma vez que Portugal é rico nesta arte é o tipo de finalização no que toca á decoração das peças, em que muitas vezes os oleiros se inspiram em motivos da fauna marinha.

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